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Só escrevo aqui porque gostei de persistir no erro, em desobedecer e voltar à gaiola. Assim me sinto mais livre.
Escrevo porque se estou errando, ao menos contradizendo palavras, é porque tenho gosto em errar. Errar e aprender ou só errar para perceber como seria realmente acertar. Porque acertar de cara é nunca ter a verdadeira certeza de sangrar.

Acertar na mosca mata as mil maneiras de nada acertar.

Mula

Sou mesmo teimosa como uma mula.

Ansiosa com as palavras que me mandaram não esperar, aguardo com pressa as que não prometem chegar.

Teimosa sem limite para a minha mulice, driblando barreiras que Carolina ordenou a Ana e Ana amolece e chama Carol que fica aqui a espernear, teimosa que é, por preencher uma gaiola abandonada

Uma mula que teima e se aborrece com ordens, mesmo as de dentro, uma contra a outra.

E burra…

Impondo saudades a quem me destina a melhor presença.

Zumbi

Ao meu único leitor
minha meia palavra deve bastar:

amo

(o R fica por sua conta)

Encerrando o Expediente

Caros caríssimos,

Depois de 10 meses de confissões, relatos, palavras sobre o que me aflige, me atinge, me comove e tudo o mais, é chegada a hora de, finalmente, deixar a velha gaiola.

Não há mais gaiola a enclausurar, não há mais segredo a guardar.
Portas abertas, pois hei de me retirar.
E deixo aqui o tempo que se foi,
Novos rumos, novos passos…

Adeus.

Brasília, cidade pus

Essa terra vermelha, de tão árida, suga qualquer um que ouse tocar sua secura crua. Se aqui há vida é por respeito à ordem que inventamos. Aquela velha ordem que faz homens virarem trabalhadores e trabalhadores virarem massacrados.

Aqui a morte é desejo certo e se não há morte, há ócio como tentativa de enganar o espírito. É de sentir inveja o cair kamikaze das folhas nesse vento revelador. É de sentir inveja voar e despedaçar.

Brasília, é você sanguessuga de almas. É você ferida aberta que não cura nunca.

Brasília, cidade pus.

É um lugar horrível de palmeiras imensas e líquens mortíferos.

Dói passar por cores tão áridas. Mata-me o cinza e esse vazio de passagem.

É de uma angústia permanente e ao mesmo tempo amável! É como respirar ácaros à luz do Sol.

E não espirrar!

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